domingo, 19 de abril de 2020

Nativos de Pindorama

Na terra das Palmeira,
Ali perto da mata, e do mar
Tamoios não tinham bandeira,
Com a terra sabiam habitar.

Guaranis, Carijos, Tupiniquins,
Botocudos, Aimorés, Tupinambas,
Caeté, Potiguares e outros afins,
A Tupã respeitavam com os Paiaguás.

Mata adentro os Tapuias, e Caiapós,
Xavantes, Cariris e Parintins,
Com seus Ancestrais e sua voz,
Faziam desta terra verde sem fins.

Tantos nomes de tribos perdidas,
Que a Colonização sem medo arrastou,
Indígenas eram, ceifaram suas vidas,
Sem dar importância a quem aqui habitou.

A terra não pertence ao homem,
Mas o homem deve cuidar da terra,
Enquanto os ancestrais daqui somem,
O mundo perde os seus mesmo sem guerra.

Nao pensando muito cada nome,
Cada tribo aqui fez sua morada,
E os povos daqui não tinha fome,
Plantavam e colhiam ao alvorada.

Uma conquista chamada descobrimento,
Fez desta terra um Republica varonil,
Mas as Tribos ainda lembradas, momento,
São as verdadeiras Raízes deste Brasil.

19/04/2020




sábado, 18 de abril de 2020

Em Um Certo Sitio

Quando um mundo Imaginário,
Sai da mente passa a existir,
Em um sítio surge um mundo Hilário,
Que até hoje faz crianças sorrir.

Lá onde o folclore toma vida,
A Cuca e Saci andam soltos,
Uma boneca fala e é querida,
Um visconde é sabugo e outros.

Pedrinho e narizinho em reinações,
O mundo gira em outra velocidade,
Dona Benta e Anastácia nos corações,
Faziam a imagem de uma Realidade.

Quando vinha o marques de rabicó,
Não dava para não rir do porquinho,
E a cabeça sempre dava um belo nó,
Pra entender esse Pirlimpimpimzinho 

Quanta magia em uma área rural,
De certo passarinho nomeado,
Como um Amarelo Pica pau,
E todo um mundo lúdico criado.

Assim várias gerações,
Trazem na mente este nome intacto,
Com todas as imagens e alusões
Da mente de Monteiro Lobato.

Tantos que seu nascimento,
Marcam uma data entre mil,
Recriando um só sentimento,
Viva o Dia do Livro Infantil.


18/04/2020





Um Homem Com As Chaves

Do Outro lado ao desconhecido,
As vozes transpassavam aos poucos,
Mesas ditavam toques ao ouvidos,
Se acreditavam ou acusavam de loucos.

Entre tanta gente no mundo 
Alguém nasce com sua inteligência,
Estuda com destaque profundo,
E curioso vê em tudo ciência.

Ele com as chaves da razão,
Resolve questionar a Taís vozes,
E reuni respostas em comparação,
Com calma entre opiniões vorazes.

Desvenda mistérios milenares,
Resgata memórias quase esquecidas,
Em um livro ele inicia a milhares,
E reconecta Fé, Espírito e vidas.

Pergunta aos poucos respondidas,
Um véu levantado no que era oculto,
Portas que se abrem antes escondidas,
Aos olhos de qualquer ceita ou culto.

Quem é realmente o ser humano,
Por que tanta dúvida paira no ar,
É ele santo mesmo ou profano,
O que pode a cada ser adoecer ou curar?

Se as portas são acesso a cada lugar
Decodificar as chaves foi preciso,
Pelo estudo um novo mundo a revelar,
Por atitudes o  novo homem faz o sorriso. 


18/04/2020




sexta-feira, 17 de abril de 2020

Várias Formas

Tem gente que deve ter fértil mente,
Plantam tantas ideias nas cabeças,
Mas nem todas dão frutos descente,
E outras melhor seria que esqueças,

Tantas coisas com tantas formas,
Que as vezes até parecem monstros,
Franksteins pensando em reformas,
Num mundo perdido aos escombros.

Não seria melhor cultivar plantas,
Que alimentassem bocas famintas,
Do que se agir pior que certas antas,
Ou outras raças que foram extintas.

Uns reformando a previdência,
Outros fuçando em leis trabalhistas,
Mas raramente reformam com urgência,
A políticas e suas corruptas listas. 

Massacram, com ações gente simples,
Outros se misturam as massas,
E nesse jogo de falsos requintes 
Refazem seus brindes em caras taças.

Será que haverá algum dia,
Algo que amenizes tantas lastimas,
Teremos atitudes de Alegria
Capaz de mostras reformas íntimas?

Ou ficará apenas esta sensação,
Que é impossível a solução necessária,
Que crer nas políticas é só Ilusão,
Que são utopias as reformas, até a agrária.

17/04/2020