domingo, 29 de março de 2026

Ramos que Ferem

Ramos que Ferem

Os ramos ao alto,
No chão as vestes,
Profecias celestes,
Louvor tão incauto.

Entre tantos testes,
De um povo um ato,
Consumando o fato,
Palavras são inertes.

Seria tão ingrato,
Povo o que fizestes,
Nos falta tanto tato.

De louvores a pestes,
Ao inocente absoluto,
O bem o o mal quisestes.

29/03/2026





quinta-feira, 26 de março de 2026

Doce Cacau

Doce Cacau

Com sabor sem igual,
Em bebida, barra ou doce,
Como se o melhor fosse,
Um gosto tão sensacional.

Receita que se trousse
Para um fruto, o cacau,
Colhido na roça quintal,
Tantas formas ou mousse.

Depois de um carnaval,
Pecado qual se debruce,
Coelhos, ovos em um tal.

Sentimento se aguce,
Chocolate não é banal,
Sabor na língua pulse.

26/03/2026




quarta-feira, 25 de março de 2026

Um Dia Legal

Um Dia Legal

Um dia constituído,
Onde o império reinou,
Mas ali muito marcou,
No que foi construído.

Uma rua nomeou,
Esta dia ali inserido,
Um dia tão discutido,
Em que se promulgou.

Leis do pais querido,
O direito que se criou,
Ainda que indefinido.

Assim tudo começou,
Até hoje ainda corrigido,
Um dia Legal que ficou.

25/03/2026



terça-feira, 24 de março de 2026

Ainda que Doa

 Ainda que Doa

Necessário é que seja dita,
Ainda que magoe a vaidade,
Ou que destrua a sanidade,
É preciso que não se omita.

O mundo em sua maldade,
Oculta tanta coisa mal dita,
Que ate se mil vezes repita,
Não deve passar por verdade.

Que soe o alerta que apita,
Irritando a qualquer falsidade,
A mentira precisa ser restrita.

Se liberte enfim a verdade,
A divida humana só se quita,
Na voz que tem sua liberdade.

24/03/2026




segunda-feira, 23 de março de 2026

Prevendo

 Prevendo

De ideias um temporal,
Sol e chuva tempestade,
Vento, o mar, a umidade,
Para prevenir a um mal.

Adiantar a cada cidade,
Trabalho do profissional,
Antecipar até o sazonal,
Tornar previsível verdade.

Pela tv, radio ou jornal,
Amenizar a calamidade,
Prevendo o tempo, genial.

Partindo da ancestralidade,
Um conhecimento tão atual,
Metereológica mentalidade.

23/03/2026




domingo, 22 de março de 2026

Copo Cheio

Copo Cheio

De toda e qualquer bebida,
Só uma mata toda a sede,
Nela se lança uma rede,
E o peixe sustenta a vida.

Agua, olhai e a vede,
No mar em cor vívida,
Nos rios em cor nítida,
No cimento a parede.

Embora seja insipida,
Tem o sabor que crede,
Até gelada é querida.

Dando um gelo enrede,
Sem a pedra dolorida,
Beba e saúde enverede.

22/03/2026






sábado, 21 de março de 2026

Sutilezas

 Sutilezas

Um sábado no calendário,
Gripe ou talvez a rinite,
Ou outra coisa que irrite,
Com nada extraordinário.

A vida e seu palpite,
O mundo é tão hilario,
Um dia a gente é otário,
No outro ganha convite.

Rindo um riso tributário,
Olhando do outro o limite,
Tornado se quase vigário.

Pedindo que a si imite,
Curar-se é intermediário,
Sutileza o futuro nos dite.

21/03/2026



sexta-feira, 20 de março de 2026

Ares de Outono

 Ares de Outono

Frutifica nova estação,
No ar doce aroma futuro,
Cada um dando seu duro,
Criando própria construção.

A frente, a parede, o muro,
O medo entre o sim e não,
Quem nunca teve ilusão?
Pra aquecer um café puro.

Entre as rosas e o canhão,
A mídia busca mais um furo,
Calcula obscura repercussão.

Nem tudo parece maduro,
Marrento sabor de explosão,
Ansiedade a invadir cada nação.

20/03/2026




quinta-feira, 19 de março de 2026

Eis José

Eis José

Com um coração carpinteiro,
Conta-se que o céu contou,
E sua profecia se realizou,
O humilde olhar guerreiro.

Um homem batalhador,
Madeira feita em braseiro,
Ensina a seu modo caseiro,
Um menino a ser o salvador.

Humilde lar por inteiro,
Construído de gloria e dor,
Assume tentar ser luzeiro.

Um homem portando amor,
Antes a cruz suave madeiro,
Eis José, Santo, Pai e Protetor.

19/03/2026




 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Anonima Presença

Anônima Presença

Em pé se põe a testemunha
Culpa o pai, o filho, o sistema,
A esposa, a deusa o poema,
Não vê a sujeira da unha

Acusa amor e ódio, dilema,
Álcool, sódio e chicungunha,
Tantos culpados se propunha,
Que sai a inocência de cena.

Medo, ignorância nenhuma,
Finge não saber a senha,
Algo na água, pessoa uma.

O que a si não se atenha,
Oculta sua própria alcunha,
Se apaga como sinal trema.
(Em construção:
Um Monte de Vazios,
Cap 8, Falsidades)

18/03/2026